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TitleOs Lusiadas
TagsGreek Mythology Nature Portugal Dionysus
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Page 1

PREPARAR A
PROVA FINAL
DE PORTUGUÊS
Para estudar Os Lusíadas
Provas Finais Modelo OFERTA

AO
ALUNO

LETRAS&
COMPANHIA

9
PORTUGUÊS 9.O ANO

CARLA MARQUES
INÊS SILVA

Page 2

Caro/a aluno/a

A primeira parte deste livro pretende ajudar-te no estudo do poema épico
Os Lusíadas.

Aqui podes encontrar:

• resumos dos episódios/ estâncias estudados;

• análise dos principais aspetos;

• identificação e análise dos principais recursos expressivos.

A segunda parte da obra permite preparar a Prova Final de Português,
resolvendo os modelos de provas que aqui encontras.

Bons estudos!

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Estrutura externa: Canto VI, est. 70-91 e est. 92-94

Estrutura interna: Narração

Narrador: Poeta

Plano narrativo: Plano da viagem e plano mitológico

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PARA ESTUDAR OS LUSÍADAS

A tempestade e chegada à Índia
(Canto VI, estâncias 70-94)

A tempestade
1a. parte: A tempestade (est. 70-79)

O episódio inicia-se com o conector mas («Mas, neste passo, assi prontos estando» – est.
70) a marcar o contraste entre a calmaria descrita anteriormente e a violência da tempes-
tade que se avizinha. Esta é anunciada por uma «nuvem negra que aparece» (est. 70). Logo
de seguida, a agitação, a confusão e uma certa desorientação instalam -se a bordo, o que
é expresso, entre outros recursos, pela repetição dos verbos «Amaina» (est. 71) e «Alija» (est.
72). Está presente também o realismo descritivo associado às sensações auditivas (o apito,
os gritos, os ruídos da destruição de partes dos barcos, os trovões) e visuais («correm logo
os soldados» – est. 73; «A nau grande, em que vai Paulo da Gama, / Quebrado leva o masto
pelo meio, / Quási toda alagada» – est. 75). As sensações auditivas evocam sobretudo os
barulhos do mar e do vento dando nas naves, bem como os ruídos das próprias embar-
cações e da agitação dos seus marinheiros. São também muito expressivos os adjetivos
(«grande e súbita procela» – est. 71; «ventos indinados» – est. 71; «súbito temor e desa-
cordo» – est. 72; «possante nau» – est. 74; «gritos vãos» – est. 75; «Neptuno furibundo» –
est. 76), que ajudam a criar e a descrever todo o ambiente de agitação, violência, gritos
e ruídos de toda a espécie, não esquecendo os sentimentos/ atitudes que vão invadindo
os marinheiros.

A violência da tempestade está expressa também:

• na descrição dos movimentos violentos das naus no mar revolto («Agora sobre as
nuvens os subiam / As ondas de Neptuno furibundo; / Agora a ver parece que de-
ciam / As íntimas entranhas do Profundo» (est. 76);

• na forma hiperbólica como é descrita («Nunca tão vivos raios fabricou / Contra a
fera soberba dos Gigantes / O grão ferreiro sórdido» – est. 78);

• na sua influência sobre os animais marinhos que, tristes e aterrorizados, fogem («As
Alciónias aves triste canto / Junto da costa brava levantaram, / Lembrando -se de
seu passado pranto, / Que as furiosas águas lhe causaram. / Os delfins namorados,
entretanto, / Lá nas covas marítimas entraram, / Fugindo à tempestade e ventos
duros, / Que nem no fundo os deixa estar seguros.» – est. 77);

• nas suas consequências destruidoras da natureza envolvente («Quantos montes,
então, que derribaram / As ondas que batiam denodadas! / Quantas árvores velhas
arrancaram / Do vento bravo as fúrias indinadas!» – est. 79).

Os marinheiros navegavam calmamente, ocupando o seu tempo com histórias,
quando se desencadeia uma violenta tempestade. Este constituirá o último grande obs-
táculo a vencer antes da chegada à Índia.

Recursos diversos
• Imperativo: «Alerta» (est.

70) e «Amaina» (est. 71) – a
indicar o medo que se gerou
pelo aparecimento de in-
dícios de tempestade.

• Adjetivos: permitem des-
crever a violência da tem-
pestade («súbita procela» –
est. 71), a reação dos mari-
nheiros («súbito temor e
desacor do» – est. 72), o seu
esforço na luta desigual
(«duros e forçosos» – est. 73).

• Verbos de ação: «fere» (est.
72), «Correm» (est. 73) e «me-
near» (est. 73) – descrição da
reação dos marinheiros à
tempestade.

• Grau superlativo absoluto
sintético: «fortíssimo», «al-
tís simos» (est. 74) – a marcar
o máximo de violência as-
sociado à tempestade.

Figuras
• Hipérbole: «Os ventos eram

tais, que não puderam /
Mostrar mais força d’ím-
peto cruel, / Se pera derri-
bar então vieram / A for-
tíssima Torre de Babel.» (est.
74).

• Anáfora: «Agora sobre as
nuvens os subiam / As on-
das de Neptuno furibundo; /
Agora a ver parece que de-
ciam / As íntimas entranhas
do Profundo» (est. 76) – des-
taca a oscilação violenta a
que eram submetidas as
naus, ora elevadas até às
«nuvens» ora descendo ao
«Profundo».

RECURSOS
EXPRESSIVOS

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2a. parte: Súplica de Vasco da Gama (est. 80-83)

Vasco da Gama, temendo um fim trágico para a sua viagem, dirige uma prece a Deus
(«Divina guarda» – est. 81). Este seu discurso apresenta vários argumentos, que são or-
ganizados com o intuito de sensibilizar Deus para a causa portuguesa, levando-O a in-
terceder junto dos marinheiros em dificuldades:

• 1o. argumento: evoca o grande poder de Deus, que já libertara homens de grandes
dificuldades e perigos em momentos passados;

• 2o. argumento: refere que Deus abandonou os marinheiros, que iam em missão reli-
giosa («Mas antes teu serviço só pretende?» – est. 82);

• 3o. argumento: louva aqueles que tiveram a sorte de morrer lutando pela fé cristã
(«Oh ditosos aqueles que puderam / Entre as agudas lanças Africanas / Morrer, en-
quanto fortes sustiveram / A santa Fé nas terras Mauritanas» – est. 83).

3a. parte: Descrição da tempestade (est. 84)

Apesar da súplica de Gama, a tempestade aumenta a sua violência: os ventos gritavam
como “touros indómitos” (est. 84) e os «Relâmpados medonhos» (est. 84) não paravam.

4a. parte: Intervenção de Vénus (est. 85-91)

Neste momento, surge o plano mitológico em paralelo com o plano da viagem, Vénus
aparece e afirma que Baco é responsável pela tempestade, mas que não o deixará levar
avante os seus intentos. Para tal, reúne as «Ninfas amorosas» (est. 86), que se embele-
zam com o intuito de dominarem os ventos. A ninfa Oritia dirige-se ao vento Bóreas e
diz-lhe que não poderá voltar a amá-lo se este mantiver a ferocidade, pois o amor não
é compatível com o medo. Galateia utiliza os mesmos argumentos junto do vento Noto.
Os ventos amansam, submissos às belas ninfas, e a tormenta acalma. Por isso, Vénus,
feliz, afirma que os protegerá.

A chegada à Índia (est. 92-94)
Na manhã seguinte, já num ambiente calmo, os marinheiros avistam Calecut. Gama

agradece a Deus por ter livrado os portugueses dos perigos da tempestade.

Figuras
• Enumeração: «Noto, Austro,

Bóreas, Áquilo» (est. 76) –
permite engrandecer a no -
ção de fúria violenta da
tempestade, que reúne to-
dos os grandes ventos.

• Antítese: «A noite negra e
feia se alumia / Cos raios,
em que o Pólo todo ardia!»
(est. 76) – destaca a oposi-
ção entre o negrume da
noite e o brilho intenso dos
raios que rasgavam o céu e
que tinham a capacidade
de iluminar o escuro.

• Hipérbole: «Nunca tão vivos
raios fabricou / Contra a fera
soberba dos Gigantes / O
grão ferreiro sórdido» (est.
78).

• Apóstrofe: «Divina Guarda,
angélica, celeste» (est. 81) –
destaca o destinatário do
discurso de Gama.

• Comparação: «os ventos,
que lutavam / Como touros
indómitos» (est. 84) – com-
para a força dos ventos à
de touros indomados.

• Hipérbole: «Feros trovões,
que vêm representando /
Cair o Céu dos eixos sobre a
Terra, / Consigo os Elemen-
tos terem guerra» (est. 84) –
ventos.

• Antítese: est. 89 – o dis-
curso da ninfa assenta em
oposições en tre a bran-
dura e a fúria e entre o
amor e o medo, de modo a
mostrar a Bóreas que a
violência é incompatível
com o amor e a levá -lo a
optar pela acalmia.

RECURSOS
EXPRESSIVOS

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GRUPO II

Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. Identifica a função sintática desempenhada pela expressão sublinhada.

1. Não se perdeu nenhuma coisa em mim.

2. Seleciona a única palavra composta, quanto ao processo de formação.

(A) casamento

(B) casadoiro

(C) casa-forte

(D) casario

3. Reescreve a frase seguinte, substituindo a expressão sublinhada pelo pronome pes-
soal adequado.

1. Se encontrasse o meu álbum fotográfico da infância, utilizaria o álbum para uma
fotobiografia.

4. Transcreve a oração subordinada que integra a frase complexa que se segue e
classifica-a.

1. Onde quer que vá, levo a infância no meu pensamento.

GRUPO III

Viajar… viajar faz parte das vivências do ser humano. Pode viajar-se por terras e

países, na descoberta de novos mundos, mas também se pode viajar através do pen-

samento, recordando momentos passados que nos trazem tanta felicidade…

Partindo da tua experiência pessoal, escreve um texto que pudesse ser publicado num

blogue sobre viagens, no qual apresentes uma opinião favorável à possibilidade de se

poder viajar, quer através de viagens físicas quer através da evocação de momentos

vividos.

O teu texto deverá ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras.

Page 33

1.1. A procissão religiosa, em oração, ocorreu devido ao facto

de se acreditar que os nautas iriam passar por enormes perigos

(«Em tão longo caminho e duvidoso / Por perdidos as gentes

nos julgavam»), não só ao longo da viagem mas também nas

terras onde iriam aportar. Logo, constituiu uma forma de pedir

ajuda e proteção a Deus.

2.1. A mãe, ao ver o filho partir, diz-lhe deixar de poder contar

com a sua companhia, amparo e proteção, a partir daquele

momento, o que se traduzirá em muitas lágrimas de desespero

e sofrimento por parte dela. No fundo, refere-se ao papel que

o filho deveria desempenhar na velhice dela, como forma de o

fazer recuar na sua intenção de partir.

3. A esposa, através das interrogações, diz que não vai conse-

guir viver sem o marido, pois sente que a vida dele é dela (e ao

ficar sem ele é como se ficasse sem vida), e que o amor entre

eles, após a partida, será levado pelo vento, como as velas.

Pretende, deste modo, mostrar-lhe o sofrimento que a distân-

cia desencadeará nos seus corações e fazê-lo refletir sobre o

futuro do casal.

4. Os nautas evitam o contacto visual com os familiares para

não tornarem a separação ainda mais dolorosa e difícil do que

já estava a ser. As mães, esposas e restantes familiares e amigos,

descontentes, magoados e já cheios de saudades, conduziram -

-nos a esta ação, para que a partida fosse possível sem mais dor.

5. Tanto os montes circundantes como a areia branca da praia

refletiram a angústia vivida pela gente da cidade (representada

pelas mães, esposas e outros), o que se pode comprovar através

das expressões presentes na estância 92: «movidos [os montes]

de alta piedade» e «branca areia as lágrimas banhavam».

Parte C

Tópicos de resposta:

• O tempo recordado é o passado que o «eu» viveu.
• Não se perderam as vivências do passado, assinaladas pelas

noites, pelos poentes que escorreram pela casa e jardim, pelas

vozes.

• A repetição da forma verbal «Continuam», no presente do in-
dicativo, reforça a ideia de que as «coisas» do passado ainda

vivem dentro do sujeito poético.

• O sujeito poético caminha para o futuro (sendo a unidade
conseguida com a junção do passado, presente e futuro), e fá-

lo de forma tranquila.

• O tema do texto é a evocação do passado na caminhada para
o futuro.

GRUPO II

1. Sujeito.

2. C.

3. Se encontrasse o meu álbum fotográfico de infância, utilizá -

-lo -ia para uma fotobiografia.

4. «Onde quer que vá»: oração subordinada substantiva relativa.

PROVA 1

GRUPO I

Parte A
1. D, A, G, F, B, C, E.
2.1. C. 2.2. B. 2.3. A. 2.4. B.
3. C.

Parte B
1. Elementos cénicos: avental, formas; simbolismo: os elemen-
tos apontam para os pecados do Sapateiro, que roubou o povo
com a sua profissão.
2. Ironia. Ao dizer o contrário do que pensa, o Diabo encontra
uma forma de acusar o Sapateiro, que não é santo, pois tem
muitos pecados, nem é honrado, pois, ao longo da sua vida, não
viveu de forma honrada.
3. O Diabo tem uma atitude agressiva, pois considera que o Sa-
pateiro está condenado à partida, pelo que não tem pudor em
acusá-lo de forma violenta e em revelar os pecados que justi-
ficam a condenação da personagem.
4. O Sapateiro diz que morreu confessado e que comungou,
ouviu missas, deu oferendas aos santos e fez orações aos de-
funtos.
5. Argumento 1: a Igreja convencia os crentes de que a comu-
nhão e a confissão eram bastantes para conduzir à salvação
da alma; argumento 2: a Igreja levava os fiéis a acreditarem
que a salvação se associava às ofertas feitas e à quantidade
de orações rezadas.

Parte C
Resposta livre, respeitando os itens apresentados e o conteúdo
da obra selecionada.

GRUPO II

1. D.
2.1. Se eles pudessem assistir à representação do Auto da Barca
do Inferno, comprá-lo-iam imediatamente.
2.2. Os espetadores acreditam que a representação o desen-
cadeia.
3. A – 8; B – 2; C – 6; D – 3; E – 5.
4. … se trata de uma palavra que caiu em desuso, não fazendo
parte do vocabulário atual.
5.1. Oração subordinada substantiva completiva.
5.2. Oração subordinada adverbial concessiva.

PROVA 2

GRUPO I

Parte A
1.1. A. 1.2. D. 1.3. C. 1.4. C. 1.5. B.
2. D.

Parte B
1. O acontecimento narrado é a procissão religiosa, com os re-
ligiosos, as gentes da cidade e os nautas. Ocorre na Praia do
Restelo, em Belém, momentos antes da sua partida.

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Soluções

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